quinta-feira, 13 de novembro de 2008

DÍZIMO.

EVANGELIZA SHOW
Padre Reginaldo Manzotti
Convidado: José Augusto Weber, missionário da Pastoral do Dízimo, da Arquidiocese de Curitiba.
TEMA: DÍZIMO

Exibição: 15/11/2008


Você pode interpretar equivocadamente, o Evangelho que lemos hoje, e achar que Jesus disse que o dízimo não é importante. Porém, saiba que é muito importante pagar o dízimo.
Sou um religioso envolvido na mídia, porém, também lidero uma paróquia. Sei que quando um padre começa a falar sobre o dízimo, as pessoas costumam dizer: “este padre é dinheirista”. Por isso, muitos padres evitam falar sobre o assunto.
Há pessoas que acham que o salário de um padre é proporcional ao número de fiéis dizimistas. No entanto, elas estão enganadas. Nem eu e nem nenhum outro padre é comissionado!
O dízimo é bíblico! É um mandamento da Igreja e ele tem três dimensões:

* Missionária. Serve ao trabalho realizado pela Igreja no Mundo.

* Social. Favorece o atendimento aos pobres.

* Religiosa. É destinado à manutenção dos templos e de todos os serviços que permitem eles funcionarem.

Dízimo é uma coisa, oferta é outra
Dízimo é a taxa de 10% do nosso salário. Percentual que a bíblia indica que devemos dar a Deus.
Tudo é de Deus. Nós somos dele e nosso salário também, uma vez que, tudo vem de Deus. Na verdade, ao darmos o dízimo, estaremos “devolvendo” para Ele, parte do que é dele (10%). E, quem não é fiel ao pagamento do dízimo está enganando a Deus.
Muitos indicam começar a prática de ser dizimista com 1%, mas este não é o percentual citado na bíblia! Há também quem fale em outros valores, outras porcentagens, porém, o correto é 10%.
Abordar esse assunto sempre será muito difícil, porque várias pessoas acham que a Igreja é dinheirista. Isso, apesar de haver dezenas de referências na bíblia sobre os pagamentos do dízimo e das ofertas.
Cristo nos ensinou que devemos sempre viver na verdade, na justiça e na caridade. E, Jesus não abrandou o dízimo. Ao contrário, ele o colocou no mesmo patamar dessas virtudes, mostrando-nos que ser dizimista é tão importante quanto viver na verdade, justiça e na caridade.
Uma das mais importantes passagens que versa sobre o dízimo está na carta de Malaquias, 3-10s. Este versículo fala que ao darmos o dízimo, faremos uma experiência com Deus, provaremos suas bênçãos.
Pensamentos equivocados
Nem mesmo aqueles que ajudam à Igreja voluntariamente e dão ofertas nas missas, estão isentos do pagamento do dízimo. O mesmo se dá com os padres, bispos e até mesmo o papa, pois, devemos pagar o dízimo, igualmente.
A fé tem de passar pela caridade e também pelo bolso. As ofertas dadas nas missas são entregues aos pobres.
A falta de pagamento de dízimo por parte de muitos fiéis obriga às Igrejas lançarem mão de festivais de prêmios, festas, ações entre amigos, entre outras estratégias, para poder arrecadar fundos capazes de cobrir reformas dos templos, ajudar a catequese e as demais pastorais. Se todos os fiéis cumprissem com essa obrigação, o montante arrecadado certamente seria o suficiente para arcar com todas essas despesas.
Em alguns países, o dízimo vem descontado nas folhas de pagamento, como se fosse um imposto. Parece engraçado, mas é verdade. Concordo com esta postura, pois acho que é uma forma das pessoas contribuírem com o que é certo. Mas, como a prática não é adotada no nosso país, cabe a cada um de nós, fazermos a nossa parte.
Deus não precisa desses 10%! Não é a Ele que você vai dar esse valor e sim, à Igreja, que cuida de tantas necessidades – missionárias, sociais e religiosas. É ela quem precisa ser mantida!

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Terceira Idade

EVANGELIZA SHOW- Padre Reginaldo Manzotti

Qualidade de vida na melhor idade

Convidados: o casal Mauro Roberto Piovesan (médico geriatra) e Elizabeth Piovesan (pedagoga, especialista na área do envelhecimento cognitivo)

Quero rezar e oferecer este programa, por aqueles que estão abandonados nos asilos, nas casas de recuperação e “amparo” aos idosos.
Peço a Deus para que as famílias assumam os idosos que têm, assim como eles o fizeram no passado, quando assumiram os novos que surgiram nos seios familiares.
FILHOS, jamais se esqueçam deste mandamento: “Honrar pai e mãe”.
Deus abençoe nossos idosos e mande o arcanjo Gabriel para curá-los e levar a eles uma boa nova. Eles precisam disso! Muitos são os que passam privações sociais, econômicas e principalmente afetivas. Isso, sem contar as violências físicas, promovidas por filhos e outras pessoas próximas.

Senhor: abençoe todos os idosos do nosso Brasil e do Mundo!

Nossa sociedade vive uma grande ditadura da beleza. Ninguém quer envelhecer, porém, a vida tem o seu ciclo natural.
Será que devemos encarar a velhice, no prisma dos perigos da chamada melhor idade, que na verdade não é tão melhor assim? Será que não estamos maquiando uma realidade?
Como podemos chamar de melhor idade, uma fase em que os reflexos desaparecem? De melhor idade, se o valor da aposentadoria não dá nem para comprar remédios necessários? Ou ainda, de melhor idade uma fase na qual você tem um dinheirinho sobrando para comer algo que não pôde degustar quando jovem, mas as doenças próprias da senilidade não lhe permitem fazê-lo agora?

Como ter uma boa terceira idade
Penso que as pessoas devem chegar à fase final da vida de bem com Deus e com o próximo, sem precisar mentir, se esconder ou sobreviver à base de remédios com tarja preta. Devem colocar suas experiências a serviço do Senhor, seguindo os exemplos de São Joaquim, Santa Ana, Isabel e Zacarias, descritos no Evangelho.
Há uma preocupação muito grande da Igreja, com relação aos idosos, observada tanto nas dioceses quanto nos planos pastorais. O próprio documento de Aparecida estampa isso.

O que é envelhecer bem?
É envelhecer com sabedoria, olhando à frente, procurando sempre aprender mais. Ter convívio com familiares e amigos, e uma espiritualidade sempre renovada.
Viver bem é viver a idade que se tem. Envelhecer é um processo longo, que não acontece de uma noite para outra. Cabe a nós, aproveitar a vida durante o curso que ela segue.
Algumas pessoas não assumem a idade que têm e negam a velhice, com base na idéia errônea de que idoso é incapaz.
Muitos vivem em busca da fonte da juventude, que não existe. Portanto, devemos nos adaptar a nossa faixa etária, para evitar frustrações conseqüentes da idade.
Hoje há maior preocupação com a inclusão social da pessoa com mais idade, em oferecer a ela uma qualidade de vida. Mas, são muitos os preconceitos em relação àqueles que têm mais de 50 anos. Eles encontram dificuldades em conseguir colocação no mercado de trabalho. Teme-se a vulnerabilidade deles às enfermidades. Os empregadores esquecem da experiência de vida que acumularam ao longo dos anos. Governos e empresas deveriam levar em consideração que pessoas mais experientes certamente poderão ensinar os demais colegas de trabalho e desempenhar tarefas mais corretamente.
Para ter uma velhice “legal”, como dizem os jovens, se renove a cada momento. Para ter um futuro melhor, tenha uma alimentação equilibrada, aprenda coisas novas, movimente-se sempre, leia e pratique exercícios físicos e mentais.

Importância da família
Casas de repouso e asilos não são lugares ideais para idosos. Em muito desses locais, as pessoas ficam para escanteio, perdem o convívio familiar e o contato com o Mundo.
O lugar de idoso é com a sua família, círculo de extrema importância para todos.
Quando um idoso começa a perder a memória, mantenha a calma! Esquecer nomes, guardar coisas em locais errados, não se lembrar de como se executa determinada tarefa ou utilizar roupas não condizentes com o momento são comuns nesse caso. A saída é buscar ajuda com um profissional habilitado, que lhe ensinará a agir diante da situação.

FAMÍLIAS: respeitem os mais velhos não somente pela idade que têm, mas pela experiência que acumularam, por serem seus pais ou antecessores, dotados de maior sabedoria. Lembrem-se: os jovens de hoje serão os idosos de amanhã.
À exemplo de Santa Edith Stein ou Santa Teresa Benedita da Cruz, filósofa, judia e carmelita possamos dizer todos os dias:
SENHOR, DAI-ME A GRAÇA DE SABER ENVELHECER!

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Finados

PROGRAMA EVANGELIZA SHOW
Padre Reginaldo Manzotti
Assunto: Finados – exibição em 01/11/08
TEMA:
Vida e Morte


“Pai, que pelo teu filho, nenhum dos filhos deste mundo se perca e que ao olhar para a morte valorizemos a vida. Quero estar no céu, viver a eternidade contigo e se em algum momento eu me perder, coloca-me no teu caminho e me dê a graça da perseverança final.”
Padre Reginaldo Manzotti

Hoje, a palavra de Deus através do evangelho de João, nos prepara para um dos momentos mais dolorosos da vida: a morte.
Quase todos nós já passamos pela perda de um ente querido e quem não vivenciou ainda isso, deve se preparar, afinal, se há uma coisa certa na vida é a morte, que as religiões encaram de modo diferente.
Na palavra de Deus vemos que vencendo a morte e ressuscitando, Jesus nos faz olhar esse momento difícil de partida como um recomeço, uma passagem para a eternidade com Deus.
Purgatório, céu e inferno
O novo catecismo da Igreja Católica tem base em dois fundamentos: a Bíblia e o magistério da igreja – tradição comum entre comunidades. Observamos eles quando rezamos o Creio: “
Creio na ressurreição dos mortos...”
A Igreja nos ensina que na hora da morte, todos passam pelo juízo particular, momento em que nossa vida passa como um filme diante de nós, porém nós vemos sob a luz da verdade, os frutos do nosso livre arbítrio.
A partir disso, há três direções a seguir.
Aqueles que morreram em estado de beatitude - por exemplo: Nossa Senhora e os santos – cremos que vão direto estar com Deus. Para o céu, que é o anseio último de toda alma.
O ser humano foi feito para ficar junto com Deus, em estados de profunda comunhão e intimidade de amor com o Pai.
Sobre se há ou não o inferno, afirmo que ele existe sim. Começa aqui e vai além.
Deus não condena alguém ao inferno! O inferno é uma auto exclusão da graça, àqueles que no uso do seu livre arbítrio, romperam com Deus. Estavam em pecado grave e insistiram em permanecer desta forma.
Porém, existem almas que na hora da morte, no juízo particular não romperam com Deus. Há muito o que ser purificado nelas. Para elas existe o purgatório, relatado no Antigo Testamento, em II Macabeus, 12,46. Através dessa leitura, você entenderá porque rezar pelos mortos.
Quem está no céu não precisa de oração; aos que se encontram no inferno, nossas orações de pouco vão valer; porém, para aqueles que permanecem no purgatório, para estes sim, devemos rezar.
Noutro texto Jesus diz que quem pecar contra o espírito, esse pecado não pode ser purificado nem neste século, nem no século seguinte. Isso nos leva entender que pecados cometidos em vida podem ser purificados em séculos vindouros. Daí vem o fundamento de mandar rezar missas, para adiantar o estado de purificação dos que morreram.
Para onde vão as almas
Hebreus nos ensina que se morre apenas uma vez. Assim sendo, tire do seu vocabulário definitivamente a palavra reencarnação. Ela não é nossa! Professamos a religião da encarnação e da ressurreição: Cristo ressuscitou!
Pense nos seus entes queridos que morreram... Você acha que Deus, em seu infinito amor, deseja a reencarnação deles? Cada pessoa tem uma identidade própria e diante de Deus é absolvida por seu amor. Por isso, na nossa fé não há lugar para o espiritismo. Respeito todas as religiões, porém, mais a minha. E peço para que você faça o mesmo. Um católico não pode ser espírita.
Haloween & Todos os Santos
Haloween é a festa dos mortos, de cunho pagão e dos países nórdicos, que valorizam as bruxas, os duendes e os mortos vivos. O fundamento desta fé não é cristão e essa festa acontece no Dia de Todos os Santos.
Ao celebrarmos Todos os Santos, recordamos aos vivos a purificação da fé, daqueles que antes de nós morreram em estado de graça.
Somos feitos para ser santos, como nosso DEUS é SANTO.
Por isso, deixemos de lado a tristeza, a amargura e o desânimo que a vida que nos trás, e vivamos em intimidade com Deus. Celebre o Dia de Finados assistindo a missa e visite os mortos no cemitério. Lembre-se que um dia ressuscitaremos com nosso corpo. Por isso, enterramos corpos, professando que ressuscitaremos em Espírito e Carne diante de Deus.
Reze pelos mortos! Finados é um dia de respeito aos mortos, não de fazer bagunças ou piqueniques em cemitérios.
Cemitério não é o fim! Um dia nossa alma vai embora e nosso corpo apodrece. Porém, haverá o dia em que levantaremos dos túmulos, no juízo final, quando Jesus virá para julgar vivos e mortos.
Superar a morte é saber para onde vão aqueles que partiram. É a melhor forma de trabalhar em você, a fé do ressuscitado. Quando nos conscientizamos de que Jesus ressuscitou e aqueles que morreram estão juntos dele, é mais fácil superar a morte. Diante da morte de seus afetos, diga: “Senhor, receba a minha dor“ e a ele entregue seu sofrimento.
A morte nunca representou a vontade de Deus. Ela passou a fazer parte do mundo, pelo pecado original. Deus fez os seus filhos para a eternidade. A morte é uma contingência humana, faz parte da fragilidade do homem. Deus nos fez para vivermos para sempre.